pára!

dezembro 7, 2011

com

fuso

pára

fuso

confusão.

 

da certeza do gelo:

julho 29, 2011

ele derrete.

ensaio sobre a certeza.

fevereiro 12, 2011

cuidado com o que é certo.

a certeza não te move.

não se move.

é uma parede… um quarto,

sem vista para fora.

é o dúvidoso que alça vôos,

que faz sonhar.

é o incerto,

o que não se vê,

o que não se toca,

o que se questiona

que nos leva a outros lugares.

é ele que faz com que possamos andar para frente,

ou não…

nunca se sabe…

o fracasso do fraco.

janeiro 25, 2011

diálogo de uma sexta desequilibrada:

- amor, acho que tenho uma fraco por certas coisas….

- não amor, você tem um fracasso mesmo.

FIM.

pressão.

janeiro 2, 2011

existe

aqui dentro

uma tristeza profunda

e a necessidade

de ser feliz

só atrapalha.

Ano novo

novo ano

cada ano que chega

espero ansiosa

por uma boa nova

uma nova boa

mas o que me chega

são nostalgias velhas

melancolias viciadas

velho ano

ano velho.

ilusão.

dezembro 29, 2010

Como posso sentir nostalgia

de uma coisa que não vivi?

Como posso ter melancolia

de uma coisa que não senti?

adolescente.

outubro 27, 2010

em algum momento me perdi

queria ter segurança

que amanhã vai estar tudo bem

que não vou me sentir só.

nova.

setembro 23, 2010

Lua

cheia,

de mistérios,

me ensine o caminho

pra que eu não fique minguante

quem sabe crescente,

mas nunca vazia…

Tum-tum.

setembro 16, 2010

- Que foi?

- Nada.

- Trincou?

- Não.

- Quebrou?

- É.

- Mas tem conserto.

- Não sei.

- Dá pra colar…

- É, dá.

(Mas não vai ficar igual.)

O vento Sul.

setembro 15, 2010

E quando a sua estrutura se dissolve?

E a sua base desmorona?

Outro dia me falaram que a vida deveria ser uma surpresa…

Ultimamente não quero mais surpresas,

não tenho mais certeza de nada.

Sabe, eu achava sinceramente que…

enfim, tudo seria diferente.

Se todos temos um Norte

Eu tenho um Sul que me guia

Ou, pelo menos, equilibra.

Lá o vento que sopra,

forte,

atordoa

arranca com garras

os problemas, tristezas

incertezas e inseguranças.

É pra lá que tenho que ir, de novo…

Era isso que eu achava.

briga.

setembro 2, 2010

sinto logo existo.

penso logo não sinto.

Pai, você é meu amigo?

setembro 1, 2010

Tenho saudades do que não vivi.

Não tenho memórias do que passou.

Guardo uma vaga lembrança das coisas

blur.

Eu brigava demais,

ele falava de menos,

(ou era o contrário?!)

piadas sem graça.

No meio do mar

com o nosso botinho cinza de borracha,

um petroleiro gigante ao lado

e uma pergunta: – Pai, você é meu amigo?

Mas o que eu queria mesmo era deitar no sofá

e receber o melhor cafuné,

no pé.

metamorfose.

agosto 31, 2010

Aquele soluço,

aquele mesmo, apertado

estava lá, entalado

quase enlatado,

aquele bem angustiado,

no fundo escondido

podia bem se transformar

e, no final, virar

uma solução.

a pior espécie.

agosto 30, 2010

A pior espécie é a dor silenciosa

que quando vemos tomou conta,

tomou conta até dos ossos.

Não há mais o que fazer.

Tudo fica corroído, enferrujado…

ela não grita, não fala, não grunhe

não murmura, nem suspira

se alastra sorrateira

é a pior.

Isto é só um desabafo.

agosto 24, 2010

A razão se perdeu,

O corpo dói

movido pela inércia.

É o coração

que, de novo, se recusa

não sente mais.

extrangeiro

estar fora

fora de si

de mim

perdido,

aquilo que não se encontra,

mas que sempre se busca

e nunca se diz.

Hyderabad

abril 6, 2008

Cidade da provincia de Andhra (Pradesh = Província)

Lá vamos nós….

Agora que já faz um certo tempo que voltei da Índia consigo, mais ou menos, ter um visão mais clara do que achei de lá, veja bem, mais ou menos… É engraçado que com um certo distanciamento as coisas vão ficando mais claras, talvez as coisas que mais nos marcaramsão as que ficam ou falam mais alto. Mas será que podemos confiar tanto na nossa memória?! Eu não confio na minha não… sou péssima, lembrar detalhes, acontecimentos, palavras, pode esquecer, não lembro. Talvez a fotografia me ajude nisso… mas também não sei se confio muito em mim para fazer uma edição ou um tratamento que realmente diga o que se passou naquele momento, fica então uma impressão, filtrada, de um momento que passou e quase se perdeu, só não se perdeu por completo porque teve um registro e o que isso quer dizer, vai saber, cada um que interprete a sua maneira. Bom, acho que caí em contradição, disse que a viagem tinha ficado mais clara, acho que não, ainda… mas vamos lá, às fotos!

Esse foi mais um dia em Hyderabad….

algumas fotos de jaipur

março 9, 2008

 

img_6808.jpg

img_6802.jpg

img_6813.jpg

img_6807.jpg

continuando…

fevereiro 27, 2008

Acho que nada melhor do que caminhar para conhecer…

então aí vão algumas fotos que fiz perambulando pelas bibocas, ruelas, becos, ruas!

img_6449.jpg

Estacionamento de riquixá em nova Delhi.

img_6730.jpg

Um simpático frigorífico! – Jaipur

img_6731.jpg

e sua família…

img_6733.jpg

em algum lugar de Jaipur…

Eu ainda não consegui, e acho que tão cedo não conseguirei, expressar o que eu senti na Índia, é um misto de sensações e sentimentos que não consigo colocar para fora e sempre que tento sai uma coisa tão confusa, que é melhor não falar nada. As fotos tentam expressar um pouco disso, mas ainda acho que não é realmente o que sentia ou sinto.

É muito confuso ainda… talvez numa próxima viagem ao oriente eu volte mais clara….

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.